A tradição judaica faz essa afirmação porque, desde o profeta Moisés, que conduziu os judeus para fora do cativeiro egípcio, e recebeu os mandamentos da Torá diretamente de D'us, até que surgisse o Rabino, médico e filósofo Moshé ben Maimon, o Rambám (ou Maimônides, filho de Maimon) (14 de Nissan - 1135 / 20 de Tevet - 1204), não houve um sábio que explicasse ao povo judeu, de forma tão clara, os ensinamentos recebidos pelo primeiro Moisés.
Maimônides demonstrou que usar a razão para desenvolver a fé é perfeitamente lógico, e tornou-se o único filósofo capaz, até hoje, de navegar nos rios das quatro grandes culturas: judaica, arabe, greco-romana e ocidental, tornando-se assim o pensador judeu mais importante da Idade Média.
Maimônides, para seguir os ensinamentos do Talmud de não usar a religião para se manter, tornou-se médico da corte do Sultão do Egito, mas mesmo assim ainda encontrou tempo para conhecer as obras dos grandes pensadores de outras culturas, entre eles Platão e Aristóteles, e é claro, sem deixar de tornar-se um mestre da Biblia e do Talmud.
Maimônides foi o primeiro a sistematizar todas as leis dispersas pelo Talmud em um compêndio sobre a Halachá (a Lei, o ensinamento, o caminho a seguir), que denominou Iád Hachazacá "A Mão Forte", para deixar claro que a obediência à Lei e o cumprimento dos preceitos (mitzvót) é que atende plenamente às nossas obrigações com D'us, tornando-nos melhores judeus, mais do que as nossas convicções, pois as ideias podem ser esplêndidas mas, se não forem transmutadas em ações, de nada valerão, reafirmando portanto que o judaismo é uma religião do fazer, da ação. Este compêndio também é conhecido como "Mishnê Torá" (Segunda Torá).
Maimônides amalgamando seus extensos conhecimentos judaicos e seculares elaborou a obra-prima da filosofia judaica: "O Guia dos Perplexos", onde dirige aqueles religiosamente pertubados e perplexos para o caminho da superação de suas dúvidas, provando que os judeus não temem a abordagem filosófica, e que, aqueles intelectualmente corajosos, com ela atingem a fé com convicção lógica, cumprindo as mitzvót, os mandamentos da Torá.
Mostrando postagens com marcador fé judaica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fé judaica. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Os Treze Princípios da Fé Judaica
Resumo conciso das convicções básicas do judaismo, elaborado pelo Rabino, médico e filósofo Moshé ben Maimon, o Rambám (ou Maimônides, filho de Maimon) (1135 - 1204)
1) Eu creio com plena convicção que o Criador, bendito seja o Seu Nome, Ele só, fez as criaturas e as dirige e Ele só, fez, faz e fará todas as obras.
2) Eu creio com plena convicção que o Criador, bendito seja o Seu Nome, Ele é o Único e não há Unicidade como a Dele, de nenhuma maneira. E só Ele é nosso D'us; Ele existiu, existe e existirá para sempre.
3) Eu creio com plena convicção que o Criador, bendito seja o Seu Nome, não é corpo e não pode se assemelhar à matéria.E Ele não tem nenhuma comparação com qualquer coisa.
2) Eu creio com plena convicção que o Criador, bendito seja o Seu Nome, Ele é o Único e não há Unicidade como a Dele, de nenhuma maneira. E só Ele é nosso D'us; Ele existiu, existe e existirá para sempre.
3) Eu creio com plena convicção que o Criador, bendito seja o Seu Nome, não é corpo e não pode se assemelhar à matéria.E Ele não tem nenhuma comparação com qualquer coisa.
4) Eu creio com plena convicção que o Criador, bendito seja o Seu Nome, Ele é o primeiro e o último, sem fim.
5) Eu creio com plena convicção que o Criador, bendito seja o Seu Nome, a Ele só, se deve rezar e não a outro.
6) Eu creio com plena convicção que todas as palavras dos profetas são verdadeiras.
7) Eu creio com plena convicção que a profecia de Moisés, nosso mestre, de bendita memória, é verdadeira e que ele é o pai (mestre) de todos os profetas anteriores e posteriores a ele.
8) Eu creio com plena convicção que toda a Lei que se encontra em nossas mãos é a que foi dada a Moisés, nosso mestre, de bendita memória.
9) Eu creio com plena convicção que esta Lei não foi trocada, nem haverá outra Lei por parte do Criador, bendito seja o Seu Nome.
10) Eu creio com plena convicção que o Criador, bendito seja o Seu Nome, Ele conhece todas as obras dos homens e todos os seus pensamentos, pois assim foi dito: "O Criador de todos os corações conhece todas as suas obras".
11) Eu creio com plena convicção que o Criador, bendito seja o Seu Nome, recompensa aos que guardam os Seus preceitos e pune os que os transgridem.
12) Eu creio com plena convicção na vinda do Messias, e apesar dele tardar em vir, contudo esperá-lo-ei em cada dia.
13) Eu creio com plena convicção que haverá a ressurreição dos mortos quando for do agrado do Criador, bendito seja o Seu Nome e exalçada a Sua lembrança para todo o sempre.
Marcadores:
convicções básicas do judaismo,
D'us é o Único,
fé judaica,
Maimônides,
Rambám,
treze princípios
Assinar:
Postagens (Atom)
